
O Motiro é desenvolvido e testado com maior freqüência em alguns sabores de Linux -- especificamente Debian, Ubuntu, Fedora e Gentoo. Estes em geral devem ser melhores sistemas para rodar o Motiro, mas ele também já foi testado e parece funcionar bem com Microsoft Windows e Mac OS X.
Se você chegar a testar o Motiro em outra plataforma ou encontrar algum problema com alguma das citadas acima, ficaremos felizes em receber seu relatório de bug.
O Motiro está disponível para download em dois formatos principais: como uma Ruby Gem e como um tarball (tar.gz). Cada uma das duas soluções funciona tão bem quanto a outra e ambos são bem fáceis de instalar, mas facilidade é uma matéria bem subjetiva que depende do que você prefere ou sabe. Portanto é melhor que você escolha por si mesmo.
A Gem deverá resolver a maioria das dependências automaticamente e deve dar menos trabalho para instalar, mas irá instalar algumas bibliotecas no seu sistema que talvez sejam um pouco mais difíceis de remover no futuro (nada de impossível). Se você gosta de ter maior controle sobre o que está instalado em seu sistema, talvez você prefira usar o tarball. Há poucas dependências e tudo fica confinado em um diretório só ao invés de espalhado pelo sistema.
O Motiro é escrito em Ruby e, para executá-lo, você vai precisar do interpretador Ruby versão 1.8.5 ou superior. O desenvolvimento do Motiro é baseado principalmente na versão 1.8.5, portanto esta deve ser a mais estável, mas qualquer uma posterior a isto deve funcionar.
Além do interpretador Ruby, para a instalação padrão, você vai precisar de
outros programas livremente disponíveis. Os programas marcados com
(tar) só precisarão ser instalados manualmente por quem optar pelo
tarball. Caso esteja fazendo a instalação via Gem, essas dependências serão
resolvidas automaticamente para você, mas as que estão desmarcadas precisam
ser instaladas manualmente por todos.
(tar) POpen4 0.1.1(tar) SQLite3-Ruby 1.2.1Você pode obter todos estes pré-requisitos a partir dos links fornecidos. Além disso, muitas distribuições Linux disponibilizam todas estas ferramentas. Se você tem um sistema Debian, instalar o cliente Subversion deve ser tão fácil quanto:
$ aptitude install subversion
O comando exato pode ser diferente, mas deve ser possível achar um equivalente para a grande maioria das distribuições Linux. Os dois últimos itens (que você só vai precisar usar para instalação via tarball) podem ser obtidos em qualquer sistema operacional via Ruby Gems:
$ gem install POpen4 $ gem install sqlite3-ruby
Depois de se certificar que seu sistema possui todos os pré-requisitos, você pode continuar a instalação. Escolha seu método de instalação e prossiga para a seção apropriada.
Para instalar a Gem e ver o seu Motiro local, bastam dois comandos:
$ gem install motiro --include-dependencies $ motiro install <algum local no seu sistema>
Durante a execução do primeiro comando, será solicitado que você opte pela versão de algumas Gems. Selecione uma versão compatível com sua plataforma.
Com isso o Motiro será instalado no local indicado e você pode fazer tantas
cópias quanto necessárias simplesmente repetindo o comando
motiro install para locais diferentes.
Ao final do segundo comando, vai ser informado o número da porta local que o Motiro escolheu. Se abrir seu navegador em http://localhost:<porta>, você já poderá apreciar seu Motiro e criar páginas nele. Para ativar o repórter para coletar informação do seu repositório de código-fonte, continue na seção Fazendo ele trabalhar para você.
Depois de se certificar de ter todos os pré-requisitos, o próximo passo para instalar a partir de um tarball é baixar o arquivo. Depois que estiver com seu pacote arquivado em mãos, escolha um local apropriado no seu sistema de arquivos e desempacote o Motiro.
Para finalmente ver seu Motiro funcionando e conseguir editar algumas páginas, basta executar uma linha de comando:
$ ruby script/server
Isto vai iniciar um servidor web na porta 3000. Daí para a frente só é preciso apontar seu navegador preferido para http://localhost:3000 e apreciar sua instalação. Depois de testar se tudo está funcionando, você muito provavelmente vai querer que o Motiro comece a mostrar as notícias do repositório de código do seu projeto.
O Motiro sai da caixa pré-configurado para seu próprio desenvolvimento porque nós o usamos para acompanhar nosso próprio progresso. De verdade.
Isto pode ser satisfatório se você estiver interessado em nos ver trabalhar. Porém a maioria das pessoas quer acompanhar seu próprio projeto, sua própria equipe.
Para personalizar o Motiro para suas necessidades, é preciso editar o
arquivo de configuração config/motiro.yml. Por exemplo, suponha que
queiramos estar antenados no desenvolvimento do framework Ruby on Rails.
Podemos instruir o Motiro a olhar para o repositório Subversion
deles com a mudança da linha 'repo' para:
repo: http://dev.rubyonrails.org/svn/rails
Tudo que você precisa fazer é substituir o endereço do repositório do Motiro pelo seu.
O Motiro usa um daemon independente que deve rodar em segundo plano para
atualizar as informações do repositório de controle de versão. Para iniciar e
interromper o daemon, pode ser usado o script script/ticker.
Para iniciar o agendador, tente ir para onde você instalou o Motiro e dizer:
$ ruby script/ticker start
De maneira análoga, para interrompê-lo, você faz:
$ ruby script/ticker stop
Em plataformas Windows, é melhor tentar iniciar o agendador com
$ ruby script/ticker run
e interrompe-lo apertando Ctrl-C.
Após alguns minutos o repórter terá acabado de executar seu trabalho e as últimas revisões de código já estarão disponíveis no seu Motiro.
Os processos de instalação descritos acima deverão usar um de dois servidores web em Ruby (ou WebRick ou Mongrel, dependendo do seu sistema). Também é possível rodar o Motiro com outros servidores web. Para usar o Apache, por exemplo, consulte a página rodando sob Apache.
A instalação padrão usa o SQLite série 3.x, mas teoricamente é possível usar qualquer base de dados suportada por Rails. Caso queira usar MySQL, dê uma olhada na página Usando MySQL como base de dados.
Estas instruções de instalação devem funcionar para boa parte dos casos. Se você for agraciado com uma mensagem de erro em alguma destas etapas, não é preciso se desesperar. Nesta página há soluções para algumas pegadinhas comuns que costumam nos enganar.
Se não conseguir achar uma solução para o seu problema aqui neste site, sempre há a lista de discussão.